Cultura Viva



São Vicente possui uma diversidade cultural imensa, principalmente em função de todo o seu legado histórico de quase 500 anos. Mesmo tendo o maior espetáculo em areia de praia do mundo e ser a capital estadual de quadrilhas juninas no meio do ano, ainda falta o fomento público ao setor. Enquanto esses eventos não se reinventarem pela Prefeitura, a fim de desenvolver a identidade local, outros que são frutos do empenho da comunidade, pouco ganharão visibilidade, como as tradicionais encenações da Paixão de Cristo na Biquinha e no Humaitá.


Por ano, existe cerca de 80 festivais e eventos no calendário oficial da Cidade, mas raros têm apoio ou aporte da Administração Municipal para serem viabilizados. Para os mais de 570 trabalhadores da cultura cadastrados a partir da Lei Aldir Blanc, a maioria precisou de uma pandemia para ter eventual acesso a investimento público - verba federal - para suas atividades.
O trabalhador da cultura não o faz por hobby, e artistas e coletivos além de não contarem com devido apoio, também falta o acesso aos espaços públicos, infelizmente ociosos ou inativos em grande parte, nestes últimos quatro anos.
O Cine 3D foi nomeado de Espaço Multicultural, a Praça CEU se chamou Estação Cidadania, mas ao rebatizarem os equipamentos, pouco previram o melhor uso para artistas e a comunidade. Aliás, o mesmo grupo político que prometeu um Teatro Municipal no Parque Bitarú, que tarda em requalificar o Mercado Municipal no Centro, sequer reabriu a Gibiteca no Boa Vista. Falta programação na Casa da Cultura Afro-Brasileira, no Voturuá, lugar que pode ser um reduto da história e da valorização da identidade de pretas e pretos.
A maioria dos espaços culturais são centralizados na orla, e há ausência de equipamentos nos demais bairros e periferias da cidade. O poder público municipal também não demonstra preocupação com a preservação do seu patrimônio histórico, apesar de ter criado um fundo, não preserva e divulga os sítios arqueológicos e os espaços tombados.
Numa gestão refém de convênios estaduais e de organizações sociais para destinar cursos e oficinas em poucos pontos da cidade, faz-se essencial levar a formação cultural em espaços escolares, socioassistenciais e independentes.
Com quadro técnicos insuficiente de Cultura na Prefeitura, dois fundos inativos (Pró-Cultura e de Patrimônio Histórico) e dois conselhos incompletos (Grupo Gestor da Estação Cidadania Cultura e o Film Commission), é preciso seriedade e transparência para dispor de controle social, prever editais para artistas, coletivos e espaços, a fim de tornar a Cultura um eixo estratégico do desenvolvimento socioeconômico de São Vicente.


✅Fortalecer a cultura

como um setor estratégico para o desenvolvimento socioeconômico e economia criativa, com desenvolvimento de políticas específicas para segmentos;

✅Valorizar artistas locais

com incentivos (editais) e oportunidades para divulgarem seus trabalhos;

✅Qualificar o uso de espaços públicos

culturais existentes e descentralizar atividades em conjunto com escolas, espaços particulares, igrejas, clubes e outros, levando cultura aos bairros;

✅Criar um calendário cultural e festivo

para o ano todo, para desenvolver o turismo e gerar emprego e renda;

✅Criar roteiro cultural

voltado à valorização da história e o patrimônio da cidade;

✅Integrar arte e cultura nas atividades escolares.

Cultura Viva



São Vicente possui uma diversidade cultural imensa, principalmente em função de todo o seu legado histórico de quase 500 anos. Mesmo tendo o maior espetáculo em areia de praia do mundo e ser a capital estadual de quadrilhas juninas no meio do ano, ainda falta o fomento público ao setor. Enquanto esses eventos não se reinventarem pela Prefeitura, a fim de desenvolver a identidade local, outros que são frutos do empenho da comunidade, pouco ganharão visibilidade, como as tradicionais encenações da Paixão de Cristo na Biquinha e no Humaitá.


Por ano, existe cerca de 80 festivais e eventos no calendário oficial da Cidade, mas raros têm apoio ou aporte da Administração Municipal para serem viabilizados. Para os mais de 570 trabalhadores da cultura cadastrados a partir da Lei Aldir Blanc, a maioria precisou de uma pandemia para ter eventual acesso a investimento público - verba federal - para suas atividades.
O trabalhador da cultura não o faz por hobby, e artistas e coletivos além de não contarem com devido apoio, também falta o acesso aos espaços públicos, infelizmente ociosos ou inativos em grande parte, nestes últimos quatro anos.
O Cine 3D foi nomeado de Espaço Multicultural, a Praça CEU se chamou Estação Cidadania, mas ao rebatizarem os equipamentos, pouco previram o melhor uso para artistas e a comunidade. Aliás, o mesmo grupo político que prometeu um Teatro Municipal no Parque Bitarú, que tarda em requalificar o Mercado Municipal no Centro, sequer reabriu a Gibiteca no Boa Vista. Falta programação na Casa da Cultura Afro-Brasileira, no Voturuá, lugar que pode ser um reduto da história e da valorização da identidade de pretas e pretos.
A maioria dos espaços culturais são centralizados na orla, e há ausência de equipamentos nos demais bairros e periferias da cidade. O poder público municipal também não demonstra preocupação com a preservação do seu patrimônio histórico, apesar de ter criado um fundo, não preserva e divulga os sítios arqueológicos e os espaços tombados.
Numa gestão refém de convênios estaduais e de organizações sociais para destinar cursos e oficinas em poucos pontos da cidade, faz-se essencial levar a formação cultural em espaços escolares, socioassistenciais e independentes.
Com quadro técnicos insuficiente de Cultura na Prefeitura, dois fundos inativos (Pró-Cultura e de Patrimônio Histórico) e dois conselhos incompletos (Grupo Gestor da Estação Cidadania Cultura e o Film Commission), é preciso seriedade e transparência para dispor de controle social, prever editais para artistas, coletivos e espaços, a fim de tornar a Cultura um eixo estratégico do desenvolvimento socioeconômico de São Vicente.


Valorizar artistas locais

com incentivos (editais) e oportunidades para divulgarem seus trabalhos;

Qualificar o uso de espaços públicos

culturais existentes e descentralizar atividades em conjunto com escolas, espaços particulares, igrejas, clubes e outros, levando cultura aos bairros;

Criar um calendário cultural e festivo

para o ano todo, para desenvolver o turismo e gerar emprego e renda;

Criar roteiro cultural

voltado à valorização da história e o patrimônio da cidade;

Integrar arte e cultura nas atividades escolares.